O mercado brasileiro de etanol apresenta sinais contraditórios neste início de 2025. Enquanto o preço médio nacional do biocombustível recuou ao menor patamar desde julho de 2024, as usinas paulistas — responsáveis por mais da metade da produção nacional — registraram alta semanal tanto para o etanol hidratado quanto para o anidro, segundo dados de mercado [checar fonte específica].
A queda na média nacional reflete a pressão da oferta característica do período de entressafra da cana-de-açúcar, quando a produção diminui e os estoques acumulados ao longo da safra anterior passam a abastecer o mercado. O movimento de baixa, no entanto, não se repetiu de forma homogênea em todas as regiões produtoras.
Alta em São Paulo contrasta com tendência nacional
Em São Paulo, principal estado produtor, o etanol hidratado — utilizado diretamente nos veículos flex — registrou valorização de 2,86% na semana [checar período exato]. Já o etanol anidro, misturado à gasolina na proporção de 27%, avançou 5,05% no mesmo intervalo. A divergência entre o comportamento dos preços paulistas e a média nacional sugere dinâmicas regionais específicas, possivelmente relacionadas a ajustes de oferta local, custos logísticos ou estratégias comerciais das usinas.
A disparidade regional também se manifesta na competitividade do etanol frente à gasolina. Tradicionalmente, o biocombustível é considerado vantajoso quando seu preço na bomba não ultrapassa 70% do valor da gasolina, ponto a partir do qual compensa o menor rendimento energético. Em Mato Grosso do Sul, levantamento recente identificou cinco cidades onde o etanol apresenta vantagem econômica para o consumidor [checar fonte e período do levantamento], evidenciando que a relação de preços varia significativamente conforme a localidade.
Perspectivas para o mercado
A volatilidade observada no mercado de etanol reflete não apenas a sazonalidade da produção, mas também a interação complexa entre oferta regional, demanda por combustíveis e a política de preços da Petrobras para a gasolina, que serve de referência para a formação de preços do biocombustível. Com a entressafra em curso e a próxima safra de cana-de-açúcar prevista para iniciar entre março e abril, o comportamento dos preços nas próximas semanas tende a depender da velocidade de consumo dos estoques disponíveis e de eventuais ajustes na mistura de anidro à gasolina.
A ausência de fontes detalhadas impede a confirmação precisa de alguns dados mencionados, que deverão ser checados antes da publicação final desta matéria.



