O Grupo Cerradinho anunciou planos para construir um duto de 37,5 quilômetros destinado ao transporte de etanol entre os estados de Goiás e Mato Grosso do Sul, segundo informações da Revista RPA News. O projeto representa um investimento em infraestrutura logística dedicada ao biocombustível e sinaliza uma estratégia de verticalização da cadeia de escoamento por parte do grupo sucroenergético.
A iniciativa visa reduzir a dependência do modal rodoviário, atualmente predominante no transporte de etanol no Brasil, e promete ganhos de eficiência operacional e redução de custos logísticos. Dutos dedicados ao etanol ainda são raros no país, onde a maior parte da produção é movimentada por caminhões-tanque até bases de distribuição ou terminais de exportação.
Estratégia de controle logístico
O movimento do Grupo Cerradinho reflete uma tendência emergente no setor sucroenergético: a busca por maior controle sobre a cadeia de distribuição. Ao investir em infraestrutura própria de escoamento, usinas e grupos produtores podem reduzir custos de frete, diminuir a exposição a gargalos rodoviários e ganhar previsibilidade no fluxo de entrega do produto.
A extensão de 37,5 quilômetros do duto sugere uma ligação entre unidades produtivas ou entre uma usina e um ponto estratégico de armazenagem ou distribuição na região Centro-Oeste. A localização exata do traçado e o cronograma de implantação do projeto não foram detalhados pela fonte consultada [checar].
Contexto de infraestrutura no setor
O Brasil conta com poucos exemplos de dutos dedicados ao transporte de etanol, embora a modalidade seja comum para derivados de petróleo. A construção de infraestrutura dutoviária para biocombustíveis enfrenta desafios regulatórios, ambientais e de viabilidade econômica, mas pode se justificar em regiões de alta concentração produtiva e demanda por escoamento contínuo.
O Grupo Cerradinho opera unidades sucroenergéticas, Goiás e Mato Grosso do Sul, com capacidade de moagem superior a 10 milhões de toneladas de cana e milho por safra . O investimento em logística própria pode reforçar a competitividade do grupo em um mercado cada vez mais pressionado por margens apertadas e volatilidade de preços.



