A Cocal colocou em operação sua segunda planta de biogás voltada à produção de biometano, localizada no oeste de São Paulo, em Paraguaçu Paulista. A inauguração ocorreu em setembro e marca um novo passo da empresa na ampliação de sua infraestrutura industrial dedicada à economia circular e ao aproveitamento de subprodutos da cana-de-açúcar.
A nova unidade integra a estratégia da companhia de diversificar sua matriz energética e agregar valor aos resíduos gerados no processo produtivo do setor sucroenergético. Com isso, a Cocal se posiciona entre as empresas que ampliam capacidade instalada no segmento de biometano no país, setor que vem ganhando corpo com novas plantas em diferentes regiões.
Contexto de mercado e expansão do setor
Segundo levantamento da ABiogás, o Brasil já soma 80 plantas de biometano em operação. A inauguração da segunda unidade da Cocal se insere nesse movimento de consolidação do setor em 2026, com crescimento tanto em número de projetos quanto em capacidade produtiva. O biometano produzido a partir de resíduos agroindustriais tem ganhado espaço como alternativa renovável ao gás natural fóssil, com aplicações que vão desde a substituição de diesel em frotas até o abastecimento de redes de gás natural veicular (GNV).
A expansão da infraestrutura de biometano responde a uma demanda crescente por fontes de energia limpa e por soluções de economia circular que transformem passivos ambientais em ativos energéticos. No caso da Cocal, o uso de subprodutos da cana permite fechar ciclos produtivos e reduzir emissões de gases de efeito estufa, além de gerar receita adicional a partir de materiais que antes tinham destinação limitada.
Impactos operacionais e logísticos
A operação da nova planta de Paraguaçu Paulista tem potencial para ampliar a oferta regional de biometano, com impactos diretos na logística de abastecimento e na integração com redes de distribuição de gás. A depender da capacidade instalada e dos arranjos comerciais firmados pela empresa, a unidade pode contribuir para a redução do consumo de diesel em operações próprias e de terceiros, além de diminuir a pegada de carbono das atividades agroindustriais da região.
A localização no oeste paulista também favorece a proximidade com outras unidades agroindustriais e com centros de consumo, facilitando a logística de entrega e a integração com infraestrutura de distribuição já existente. A segunda planta reforça a aposta da Cocal no biometano como vetor de crescimento e diferenciação competitiva, em um momento em que o mercado de biocombustíveis gasosos ganha tração regulatória e comercial.
O que acompanhar nos próximos dias
Investidores e profissionais do setor devem observar a divulgação de dados sobre a capacidade diária de produção da nova planta, bem como os arranjos logísticos e comerciais para escoamento do biometano. A integração da unidade com redes de GNC e eventuais parcerias para abastecimento de frotas ou injeção em gasodutos serão indicadores importantes do impacto da operação. Além disso, será relevante acompanhar possíveis anúncios de novos investimentos da Cocal ou de outras empresas do setor sucroenergético em projetos de biogás e biometano, sinalizando a continuidade da expansão da infraestrutura de economia circular no Brasil.



